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Pedalando por aí

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Foto:Ilustrativa

Bruno Paulino

Professor e Escritor

Graduado em Letras-UECE

Quando criança eu levei inúmeras quedas até que aprendesse a andar de bicicleta. Ainda hoje tenho duas ou três cicatrizes nas pernas, frutos das quedas cinematográficas daquele tempo (uma vez bati numa árvore, e de outra feita atropelei um gato). Confesso que pensei que nunca aprenderia a pedalar e manter o equilíbrio, pois me faltava a tal da coordenação motora. Sofri, mas com persistência aprendi.

Hoje quando desbravo a cidade com a La poderosa (nome de batismo que dei a minha bicicleta numa homenagem a moto usada pelo guerrilheiro Che Guevara quando cruzou a America Latina) gosto de ter aquela sensação de liberdade de quem pedala contra o vento, sem lenço e sem documento. Essa é minha regra de ciclista: pedalar sem ter um caminho pré-estabelecido. Ir apenas por aí.  Pedalar é meu ato libertário.  Mas dia desses peguei a La poderosa, pois queria ir a um lugar especifico - contrariando a minha própria regra- e fui pedalando pelas ruas de Quixeramobim.

No trajeto como sempre as pessoas caminhavam apressadas, preocupadas. É impossível não reparar que no final da tarde as pessoas da cidade são todas parecidas, emburradas. Muita gente vai e muita gente vem enquanto os carros correm loucamente e buzinam, feito cachorros que fazem roda e latem.

Reencontrei alguns amigos pedestres nas calçadas, que acompanhados de um aceno me motivaram com o simples grito de: “gostei de ver, Bruno!”. Pensei em parar e conversar com eles, e quem sabe até perguntar como todos estavam tocando a vida?

Olhei no relógio e vi que não tinha tempo para isso. Pois queria logo chegar ao meu destino. Então, pedalei acelerado até a Ponte Metálica – o lugar mais bonito da cidade. Quando lá cheguei o sol já estava se pondo. Nisso finalmente parei um pouco, me recuperei, e reencontrei o ritmo da respiração. Depois foi aquele deslumbramento inebriante com o bonito cenário e o cantar renitente de algumas garças.

Voltei para casa cansado de pedalar, porém um pouco mais em paz com o mundo e comigo.


Quixeramobim, 11 de Dezembro - 2015
REDAÇÃO


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