A Ferrovia Transnordestina completa exatos 20 anos desde o início de suas projeções e obras estruturais no Nordeste, registrando profundas modificações em seu planejamento econômico e de engenharia. O orçamento total para a conclusão do empreendimento está estimado atualmente em 15 bilhões de reais, cifra que representa um aumento de 233% em comparação aos 4,5 bilhões de reais previstos no plano inicial de investimentos de 2006.
Além do reajuste orçamentário, o trajeto planejado sofreu uma redução significativa em sua extensão ao longo das últimas duas décadas. O desenho original previa uma malha ferroviária de 1.860 quilômetros interligando o interior do Piauí aos portos de Suape, em Pernambuco, e do Pecém, no Ceará. Com as adequações contratuais efetuadas pela concessionária Transnordestina Logística S.A., o percurso foi reduzido para 1.206 quilômetros, excluindo o ramal pernambucano e focando o transporte de cargas em um formato de L invertido direcionado ao porto cearense.
Apesar do histórico de paralisações e impasses políticos e ambientais, a implantação da malha viária é apontada como um forte motor de desenvolvimento para os 53 municípios atravessados pelos trilhos. A concessionária responsável executa atualmente os trabalhos em fase de comissionamento e testes de circulação, projetando uma redução considerável nos custos de frete em relação ao modal rodoviário. O cronograma atualizado prevê a entrega da ferrovia funcionando em sua capacidade integral até dezembro de 2027.

