O Vaticano oficializou nesta quinta-feira, 2 de julho, a excomunhão de seis integrantes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X após a ordenação de quatro novos bispos sem autorização do papa Leão XIV. A punição atinge dois bispos que conduziram a cerimônia e os quatro sacerdotes ordenados na Suíça. A fraternidade reúne mais de 700 sacerdotes em diversos países e voltou ao centro de uma crise com a Santa Sé.
Segundo o decreto, a ordenação foi considerada um ato de natureza cismática. O Vaticano afirmou que os ministros da fraternidade exercem o ministério de forma ilícita e declarou inválidos os sacramentos da confissão e do matrimônio celebrados por seus sacerdotes. A Santa Sé também advertiu que fiéis que aderirem formalmente ao grupo poderão incorrer em excomunhão, mantendo, ao mesmo tempo, aberta a possibilidade de retorno à plena comunhão com a Igreja.
Esta é a segunda vez que a Fraternidade São Pio X enfrenta uma excomunhão coletiva por realizar ordenações episcopais sem mandato pontifício. O primeiro caso ocorreu em 1988, durante o pontificado de São João Paulo II.

