Nesta terça-feira, 28 de julho, completam-se 88 anos da morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e de Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, episódio que marcou a história do Nordeste e simbolizou o fim do cangaço no Brasil.
Os dois foram mortos em 28 de julho de 1938, durante uma emboscada realizada por policiais da volante de Alagoas na Grota do Angico, no município de Poço Redondo, em Sergipe.
Lampião tinha 40 anos quando morreu e era considerado o principal líder do cangaço, movimento que atuou por décadas no Nordeste brasileiro. Maria Bonita tinha 28 anos e ficou conhecida como a primeira mulher a integrar oficialmente um grupo de cangaceiros, tornando-se um dos maiores símbolos da história do sertão.
A operação foi planejada após as forças policiais receberem informações sobre o paradeiro do bando. Nas primeiras horas da manhã, o acampamento foi cercado e os cangaceiros foram surpreendidos por um intenso tiroteio. Além de Lampião e Maria Bonita, outros nove integrantes do grupo morreram durante a ação.
Após o confronto, os corpos foram decapitados e as cabeças levadas para exibição pública como forma de comprovar a morte dos líderes do cangaço e intimidar os grupos que ainda permaneciam em atividade. Elas permaneceram expostas por décadas, até serem sepultadas em 1969.
A ofensiva fazia parte da estratégia das forças de segurança para combater o cangaço, movimento que, durante décadas, protagonizou confrontos armados, saques e disputas com as autoridades em diversos estados nordestinos. A morte de Lampião enfraqueceu definitivamente o grupo e marcou o início do fim do cangaço no Brasil.
Passados 88 anos, Lampião e Maria Bonita continuam entre os personagens mais conhecidos da história nordestina. A trajetória do casal segue despertando interesse de pesquisadores e do público, permanecendo como um dos capítulos mais marcantes da história do sertão brasileiro.

