Um caso que ganhou repercussão em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, envolveu o padre Gustavo Trindade dos Santos, então com 37 anos e pároco da Igreja Matriz de São Sebastião. Em maio de 2022, o sacerdote foi avisado de que a casa paroquial estava sendo furtada e, ao chegar ao local, viu um homem fugindo. O padre entrou em um veículo da igreja e iniciou uma perseguição pelas ruas da cidade.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro conduzido pelo padre atingiu Ângelo Marcos dos Santos Nogueira, conhecido como “Anjinho”, que acabou prensado contra um veículo estacionado. Após a colisão, o sacerdote deixou o local sem prestar socorro, enquanto Ângelo foi levado para atendimento médico e permaneceu internado por meses. Ele morreu posteriormente em decorrência das complicações provocadas pelos ferimentos.
O Ministério Público denunciou Gustavo por homicídio qualificado, sob a acusação de que ele teria utilizado o veículo como arma e agido com intenção de matar. O caso chegou ao Tribunal do Júri de Santa Cruz do Rio Pardo e, em 12 de abril de 2024, os jurados, por maioria de votos, absolveram o padre da acusação.

