A professora de História Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu na última sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, após procurar atendimento médico duas vezes no mesmo dia. Ela deu entrada no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, na Zona Norte, com queixas de dor no peito e outros sintomas. Segundo familiares, na segunda passagem pela unidade, Giulia apresentou piora, falta de ar e chegou a desmaiar. Mesmo assim, recebeu uma nova alta após ser avaliada e ter realizado exames. A família afirma que o quadro foi tratado como uma crise de ansiedade, enquanto o hospital sustenta que seguiu os protocolos para casos cardíacos agudos.
De acordo com a direção do hospital, Giulia passou por exames nas duas ocasiões, incluindo eletrocardiograma. Na segunda ida à unidade, também foram realizados hemograma e radiografia do tórax. O hospital afirma que os sinais vitais e os resultados dos exames estavam dentro dos parâmetros considerados normais e que, após permanecer em observação e ser reavaliada, a paciente recebeu alta novamente. Familiares, porém, questionam o atendimento e afirmam que havia sinais que precisariam ser esclarecidos. Após deixar o hospital pela segunda vez, Giulia voltou a passar mal e foi levada para outra unidade de saúde, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
O caso está sendo investigado pela 59ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias, para esclarecer as circunstâncias da morte. Informações divulgadas posteriormente apontam que o quadro fatal foi relacionado a um problema cardíaco grave, mas a investigação e os exames periciais deverão esclarecer a causa e se houve alguma falha no atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde lamentou a morte e afirmou que o hospital prestou assistência de acordo com o quadro apresentado em cada avaliação.

