As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, poderão contar com o apoio da Interpol. A Organização Internacional de Polícia Criminal entrou em contato com a família na terça-feira (8) e disponibilizou ferramentas de cooperação internacional para auxiliar na localização das crianças e em uma eventual repatriação, caso elas sejam encontradas fora do Brasil. A mãe dos irmãos, Clarice Cardoso, deve se reunir nesta quarta-feira (9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, na sede da Polícia Federal, em São Luís.
Ágatha e Allan foram vistos pela última vez em 4 de janeiro deste ano, quando saíram para brincar em uma área de mata na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Os dois estavam acompanhados do primo, Anderson Kauã, de 8 anos, que foi localizado três dias depois. Mais de mil pessoas participaram das buscas, entre agentes das forças de segurança, Exército, ICMBio, Corpo de Bombeiros e voluntários. Mesmo com a força-tarefa, os irmãos continuam desaparecidos.
A participação da Interpol não significa que as crianças tenham sido encontradas. Também não há confirmação de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças localizadas recentemente em uma operação nos Estados Unidos. Segundo a advogada da família, Nathaly Moraes, a defesa chegou a solicitar que o caso fosse encaminhado à Polícia Federal diante da possibilidade de as crianças estarem fora do país, mas o pedido foi negado por falta de indícios suficientes de tráfico humano. O caso permanece em investigação.

