A executiva de tecnologia Nina Silva participou da programação do Siará Tech Summit 2026, em Fortaleza, e destacou os desafios da inteligência artificial para o futuro do trabalho e dos negócios. Com mais de 20 anos de experiência no setor, ela é CEO e uma das fundadoras do Movimento Black Money e do D’Black Bank. Durante entrevista, Nina abordou a estimativa de que 30% das horas de trabalho poderão ser otimizadas até 2030 por meio da automação de atividades. Segundo ela, o avanço tecnológico pode aumentar a produtividade das empresas, mas também ampliar as desigualdades sociais caso não haja acesso democrático às ferramentas e à educação.
Para Nina, o desafio é preparar trabalhadores que hoje executam tarefas operacionais para assumir funções estratégicas, utilizando suas habilidades, experiências e talentos no desenvolvimento de soluções tecnológicas. Ela defendeu investimentos em formação e maior participação de pessoas com diferentes realidades na criação de algoritmos e ferramentas de inteligência artificial. A executiva também apresentou o conceito de “inovatividade”, que reúne inovação, inclusão e sustentabilidade financeira. Na avaliação dela, os três elementos precisam caminhar juntos para que os negócios cresçam de forma sustentável, com diversidade e oportunidades de participação.
Ao falar sobre o uso da inteligência artificial por pequenos empreendedores, Nina alertou que a falta de capacitação pode comprometer os resultados. Ela citou a plataforma de educação Africatech, ligada à sua atuação, como uma iniciativa que oferece orientações para utilizar a tecnologia na rotina dos negócios. A recomendação é buscar capacitação, inclusive por meio de cursos do Sistema S, e adaptar os conhecimentos à realidade e ao planejamento de cada empresa. Segundo a executiva, a inteligência artificial deve ajudar a otimizar o tempo dos empreendedores, permitindo que eles se concentrem na criatividade, no desenvolvimento de soluções e na expansão dos negócios.

