A urna eletrônica brasileira também pode ser utilizada para consultar diretamente a população sobre decisões que vão além da escolha de candidatos. Foi o que aconteceu no segundo turno das Eleições 2026, quando eleitores de seis municípios de Mato Grosso e do Paraná participaram de plebiscitos para decidir se determinadas áreas deveriam deixar de pertencer a uma cidade e passar a integrar outra. Nesse modelo, a consulta popular é incluída na própria sequência de votação, sem necessidade de uma cédula separada.
Em Poxoréu, no Mato Grosso, por exemplo, os eleitores votaram primeiro para presidente da República e, em seguida, responderam a uma pergunta sobre a transferência do distrito de Nova Poxoréu para o município vizinho de Primavera do Leste. Na tela da urna, as respostas eram “SIM” e “NÃO”, identificadas pelos números 1 e 2, respectivamente. O eleitor digitava o número correspondente à sua escolha e confirmava o voto, da mesma forma que ocorre nas demais etapas da votação eletrônica.
O procedimento é chamado de plebiscito, uma consulta realizada antes da implementação de uma proposta para que a população aprove ou rejeite a mudança. Além de Poxoréu e Primavera do Leste, a votação envolveu Colniza e Cotriguaçu, em Mato Grosso, e Chopinzinho e São João, no Paraná. As três propostas de reorganização territorial receberam maioria de votos favoráveis. O caso mostra como a urna eletrônica pode ser utilizada não apenas para escolher representantes políticos, mas também para registrar decisões diretas da população sobre questões administrativas e territoriais.
