Flávio Bolsonaro (PL) poderá ficar sem mandato eletivo a partir de fevereiro de 2027, após a derrota na eleição presidencial de 2026. Senador pelo Rio de Janeiro, ele tem mandato até 31 de janeiro de 2027, mas sua ida para os Estados Unidos levantou questionamentos sobre a possibilidade de deixar o cargo antes do prazo. Flávio iniciou a carreira política em 2003, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, aos 21 anos. Permaneceu na Assembleia Legislativa por quatro mandatos consecutivos, até ser eleito senador em 2018 e assumir a cadeira em 2019. Ao todo, são cerca de 24 anos de trajetória em cargos eletivos.
A derrota na disputa presidencial também significa que Flávio não terá um novo mandato a partir de fevereiro de 2027, pois não concorreu à reeleição para o Senado. Assim, caso não conquiste outro cargo público, encerrará um período de mais de duas décadas exercendo funções políticas eletivas. Durante esse tempo, além de deputado estadual e senador, ele disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016, quando terminou em quarto lugar. Com o fim do mandato, deixará de exercer as atribuições de senador, como votar projetos e participar das decisões legislativas.
A perda antecipada do cargo, porém, não ocorre automaticamente por viajar para o exterior. A Constituição prevê a possibilidade de perda do mandato, entre outras hipóteses, quando o parlamentar deixa de comparecer a um terço das sessões ordinárias sem justificativa ou autorização. Qualquer medida depende do cumprimento dos procedimentos legais. Caso a vaga fique aberta, o primeiro suplente é Paulo Marinho. Até que haja uma decisão formal em sentido contrário, Flávio permanece senador até o fim previsto do mandato, em 31 de janeiro de 2027.
