O Ceará chegou a 18 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do painel IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), atualizados até quinta-feira (5). O número já supera os 13 registros contabilizados durante todo o ano de 2025, representando um crescimento de aproximadamente 38,5%. O aumento mais significativo ocorreu em outubro, quando foram confirmados 12 novos casos em apenas três semanas epidemiológicas, com quatro registros em cada período. Até o momento, não há mortes pela doença no Ceará.
Fortaleza concentra a maior parte das confirmações, com 16 casos, o equivalente a 88,9% do total estadual. Também foram identificados pacientes em Paracuru e Solonópole, com um caso em cada município. Outro dado do levantamento é que todas as 18 confirmações ocorreram em homens. A faixa etária de 20 a 29 anos reúne oito casos, enquanto outras sete confirmações foram registradas entre pessoas de 30 a 39 anos. Os demais registros envolvem pacientes entre 40 e 59 anos.
A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e erupções na pele, que podem aparecer em diferentes partes do corpo. A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos e evitar contato físico próximo com outras pessoas até a avaliação. A transmissão pode continuar até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
