Em artigo publicado no Diário do Nordeste, o ator cearense Silvero Pereira levantou um questionamento direto e necessário: se cidades como Rio de Janeiro e São Paulo têm seus Sambódromos, e Parintins tem o Bumbódromo, por que o Ceará ainda não conta com um espaço fixo e estruturado para suas quadrilhas juninas?
Silvero compara o movimento junino às escolas de samba, afirmando que os grupos de quadrilha são “equivalentes às escolas de samba, do ponto de vista atrativo, cultural e pelo tempo e dedicação nos trabalhos”. No entanto, ele destaca a diferença central: a falta de investimento e estrutura.
Mesmo reconhecidas em 2025 como Patrimônio Imaterial, as quadrilhas seguem movidas pelo esforço coletivo de seus integrantes, que bancam figurinos, cenários e deslocamentos. Diante disso, Silvero defende a criação de um Quadrilhódromo — um espaço permanente que ofereça conforto, visibilidade e incentivo a esse patrimônio cultural, gerando impacto positivo no turismo, na economia e na valorização da identidade nordestina.

