A vida do médico intensivista André de Gois Rocha, 34 anos, ganhou um novo rumo após uma experiência pessoal: o pai, José Alberto Rocha, precisou de um transplante de coração em 2018. Desde então, André passou a atuar diretamente na captação de órgãos no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, onde trabalha há sete anos, sendo cinco na UTI. O episódio familiar transformou sua visão sobre a doação, levando-o a assumir a coordenação médica da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott).
No HRSC, a Cihdott já possibilitou a captação de 62 órgãos desde 2019, impactando a vida de dezenas de pacientes. André ressalta que o maior desafio está na recusa familiar e que cada “sim” representa novas chances de vida para até sete pessoas que aguardam na fila. No mês de setembro, em alusão à campanha Setembro Verde, o médico reforça a importância da conscientização e do diálogo sobre a doação de órgãos: “É um gesto que ultrapassa a dor da despedida e se transforma em vida para muitos”.

