A tão aguardada operação da Ferrovia Transnordestina, que sairia de Bela Vista (PI) nesta sexta-feira (24) e chegaria a Iguatu (CE) neste sábado (25), foi adiada por falta da Licença de Operação (LO), documento que precisa ser emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A confirmação foi feita pela Ferrovia Transnordestina Logística (TLSA), responsável pela linha férrea, que ainda não definiu uma nova data para o início do transporte de cargas.
De acordo com a TLSA, todos os testes operacionais foram concluídos e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já concedeu a autorização necessária para o funcionamento. No entanto, sem a licença ambiental do Ibama, a ferrovia não pode iniciar as atividades. O órgão ambiental informou que ainda há pendências técnicas e documentais que precisam ser solucionadas, como a aprovação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), a manifestação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre o impacto em comunidades quilombolas e a análise final do Plano Ambiental de Operação (PAO).
A Transnordestina é um dos maiores projetos logísticos do Nordeste, com 1.206 km de extensão, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE). Iniciada em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Lula, a ferrovia deve transportar grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minérios por 53 municípios da região. Quando estiver totalmente operacional, a linha férrea poderá substituir até 400 caminhões e movimentar cerca de 33 milhões de toneladas de carga por ano, fortalecendo o desenvolvimento econômico do Nordeste.

