A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro está preparando laudos médicos para solicitar ao Supremo Tribunal Federal que a pena de 27 anos e três meses seja cumprida em prisão domiciliar. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo colunista Valdo Cruz, do g1, que afirma que os advogados querem garantir o benefício antes do Natal.
Com a publicação da ata que rejeita os recursos, o próximo passo será a divulgação do acórdão, que oficializa a decisão unânime da Primeira Turma ao manter a condenação de Bolsonaro e de outros seis réus. Depois disso, abre-se novo prazo para recursos. A defesa deve apresentar embargos infringentes, mesmo que esse recurso só seja aceito quando há votos pela absolvição, o que não ocorreu.
As penas só começam a ser cumpridas quando todas as possibilidades de recurso se esgotarem. A equipe jurídica teme que isso aconteça próximo ao Natal ou Ano Novo. Caso a prisão domiciliar não seja aceita, os advogados devem argumentar que Bolsonaro, por ser capitão reformado do Exército, teria direito a cumprir a pena em uma unidade militar.

