Nesta segunda-feira, 26, o presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), engenheiro Eduardo Martins, alertou para um cenário climático crítico no Ceará. Durante reunião com 25 empresários do setor agropecuário, ele afirmou que o estado enfrenta a pior pré-estação de chuvas dos últimos 54 anos.
De acordo com a Funceme, 81% do território cearense apresentou índices de chuva abaixo da média histórica nos primeiros 26 dias de janeiro de 2026. A média estadual no período foi de apenas 18,4 milímetros, número muito inferior aos 99 milímetros esperados historicamente para o mês. “Este é um dos piores janeiros de toda a história do clima no Ceará”, destacou Eduardo Martins.
O presidente explicou que o monitoramento climático no estado conta atualmente com 550 postos de coleta de dados pluviométricos e 12 boias marítimas distribuídas ao longo dos 600 quilômetros do litoral cearense. Os equipamentos também medem temperatura e salinidade da água, informações fundamentais para o acompanhamento das condições climáticas.
A reunião foi presidida pelo empresário Tom Prado, sócio e CEO da Itaueira Agropecuária, que ressaltou a credibilidade da Funceme, lembrando que a instituição acertou 11 das últimas 13 previsões climáticas, alcançando um índice de acerto de 85%.
Eduardo Martins relembrou ainda o ano de 2004, quando a Zona de Convergência Intertropical permaneceu sobre o Ceará por 17 dias consecutivos, resultando no enchimento e sangria de todos os açudes do estado, inclusive o Castanhão, inaugurado no ano anterior.

