Três dos maiores açudes do Ceará, Castanhão, Orós e Araras, estão entre os que mais receberam água em 2026. Mesmo assim, o aporte ainda é considerado pequeno pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos. O estado tem hoje 144 açudes monitorados, nenhum sangrando e reserva total em pouco mais de 38%, abaixo dos 44,1% registrados no mesmo período do ano passado.
O Castanhão está com 19,5% da capacidade, o Orós com 70% e o Araras com 64,84%. Já o Banabuiú aparece com 27,3% e o Figueiredo com 19,7%. Segundo a Cogerh, apenas 149 milhões de metros cúbicos entraram nos reservatórios até agora, número distante da média anual de 4 bilhões. Janeiro fechou com chuvas cerca de 32% abaixo da média histórica.
A situação mais crítica é na bacia de Crateús, com apenas 10% da capacidade. De acordo com o presidente da Cogerh, Yuri Castro, caso não haja recarga significativa, poderá ser necessária a construção de uma adutora para interligar o Açude Realejo à sede do município. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos aponta incerteza na quadra chuvosa, com tendência de melhores chuvas no noroeste e volumes menores no sudeste do estado.

