O Partido Novo anunciou que pretende pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim que a candidatura dele for registrada. A sigla alega abuso de poder político e econômico e afirma que houve propaganda antecipada com uso de recursos públicos durante evento recente. Já o senador Flávio Bolsonaro disse que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral contra o Partido dos Trabalhadores por ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e familiares. O deputado Zucco, do Partido Liberal, também estuda medidas judiciais por suposta violação à liberdade religiosa e abuso nos meios de comunicação.
Na base governista, o episódio foi elogiado. O deputado Pedro Uczai afirmou que a encenação da subida de Lula na rampa do Planalto representou bem o presidente. Já o ministro Paulo Pimenta ironizou as críticas e lembrou que Jair Bolsonaro foi tema de escola de samba em 2022. Especialistas divergem sobre possíveis irregularidades.
Para o advogado eleitoral Marlon Reis, não houve ilegalidade, pois a legislação exige pedido explícito de voto para caracterizar propaganda antecipada. Lula utilizou as redes sociais para celebrar o evento, elogiou os acadêmicos de Niterói e classificou o Rio de Janeiro como referência mundial do carnaval. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva afirmou que não desfilou no sambódromo para evitar perseguições à escola de samba e ao presidente.

