Prefeitos cearenses devem intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional e o Governo Federal durante a 27ª Marcha de Prefeitos, prevista para maio, em Brasília. A mobilização ocorre em meio ao agravamento da situação fiscal dos municípios, impactados pela queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e pelo aumento de despesas sem compensação financeira da União.
A principal queixa dos gestores é a redução nas receitas após mudanças no Imposto de Renda, além de propostas que criam pisos salariais e alteram cargas horárias de categorias como enfermagem, magistério, médicos e dentistas. Segundo relatos, os repasses já apresentam queda em relação a anos anteriores, afetando diretamente serviços públicos essenciais. Municípios como Icapuí, Pedra Branca e Tamboril apontam perdas significativas e reforçam a dependência das transferências federais.
Durante a agenda em Brasília, cerca de 50 prefeitos cearenses também devem buscar articulação política para garantir recursos extras por meio de emendas e programas federais, como o PAC. A liberação de verbas para saúde, infraestrutura e educação está entre as prioridades, além da tentativa de assegurar compensações financeiras e barrar projetos que possam gerar novos impactos nos cofres municipais.

