O possível fim da exigência de frequentar autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B preocupa o setor no Ceará. Segundo o Sindicato das Autoescolas do Estado (SINDCFC-CE), a medida pode afetar mais de 365 empresas e cerca de 5 mil empregos diretos. O projeto do Governo Federal, que visa reduzir custos e simplificar o processo, está em consulta pública até o início de novembro.
O sindicato classifica a proposta como “populista” e sem compromisso com a segurança no trânsito. A entidade destaca que o Estado já conta com o programa CNH Popular, que garante o documento gratuitamente para pessoas em vulnerabilidade social, com previsão de mais de 35 mil carteiras entregues até 2026. O SINDCFC-CE também reforça que o diálogo com o governo federal tem sido limitado e que o setor não foi consultado formalmente sobre o tema.
Atualmente, a obtenção da CNH no Ceará continua exigindo aulas teóricas e práticas. O valor médio do processo é de R$ 3.020,97 o quarto mais alto do Nordeste. Caso a proposta avance, as aulas presenciais deixarão de ser obrigatórias, e o candidato poderá optar por estudar online ou com instrutores autônomos credenciados, o que, segundo o governo, pode reduzir o custo da habilitação em até 80%.

