Há pouco mais de uma década, o distrito de Cachoeira, em Itatira, no Sertão de Canindé, viveu semanas de medo e perplexidade após uma série de episódios envolvendo estudantes da Escola de Ensino Fundamental Eduardo Barbosa. O caso, que ficou conhecido como o fenômeno de Itatira, atingiu 33 alunos e ganhou ampla repercussão à época, sendo acompanhado de perto pelo Diário do Nordeste, que noticiou os acontecimentos por cerca de três semanas.
Os estudantes apresentavam sintomas como desmaios, transes, agressividade, alteração da voz e força física acima do comum, o que levou à suspensão das aulas e mobilizou profissionais de saúde, autoridades e lideranças religiosas. Em avaliações divulgadas pelo Diário do Nordeste, o padre e parapsicólogo Élio Correia Freitas afastou hipóteses sobrenaturais e classificou o caso como Doença Psicogênica de Massa, associada a fatores emocionais e psicológicos coletivos.
Mesmo com a explicação técnica, o clima de tensão persistiu na comunidade, levando muitos pais a tentarem transferir os filhos da escola. O episódio terminou sem uma conclusão oficial definitiva e permanece até hoje como um dos casos mais marcantes e debatidos do interior do Ceará, conforme registros do Diário do Nordeste.

