Um equipamento utilizado pela segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) chamou a atenção nesta terça-feira (15), durante o julgamento que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Com aparência semelhante à de um fuzil, a arma antidrone é utilizada para detectar e neutralizar drones que eventualmente entrem em áreas protegidas.
O equipamento funciona por meio de interferência no sinal de comunicação entre o drone e seu operador. Em vez de utilizar munição convencional, o sistema interfere nas frequências utilizadas pelo aparelho, fazendo com que ele perca a comunicação e possa ser neutralizado. Por isso, o equipamento é conhecido como “fuzil antidrone” ou sistema de neutralização eletrônica.
O uso do equipamento faz parte do forte esquema de segurança montado para o julgamento desta terça-feira. Além da arma antidrone, a operação conta com monitoramento aéreo e drones equipados com câmeras térmicas, capazes de identificar fontes de calor e acompanhar movimentações em áreas externas. A estrutura reúne agentes da Polícia Judicial do STF, Polícia Federal, Polícia Militar do Distrito Federal e outros órgãos de segurança.
A preocupação com drones ocorre porque os equipamentos podem sobrevoar áreas restritas e realizar registros ou transportar objetos. No caso do STF, as medidas foram adotadas em razão da sessão considerada histórica, que analisa se há elementos para a abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O julgamento está sendo transmitido pelo O Sertão é Notícia, no YouTube, no aplicativo, na TV e no site.

