Na reta final da campanha eleitoral, quando propostas e resultados deveriam ocupar o centro do debate, até a fé passou a ser utilizada como instrumento político.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e símbolo de devoção para milhões de brasileiros, acabou inserida no embate eleitoral, com sua imagem e sua representatividade religiosa sendo exploradas em meio à disputa por votos.
É lamentável.
Religião e política naturalmente convivem em uma sociedade democrática, e todo cidadão tem direito de votar de acordo com seus valores e sua fé. O problema começa quando símbolos religiosos são transformados em ferramentas de campanha.
Nossa Senhora Aparecida não pertence à direita ou à esquerda, ao governo ou à oposição. A fé de milhões de brasileiros merece respeito, não instrumentalização eleitoral.
Que candidatos disputem votos apresentando propostas, resultados e projetos para o país.
Porque voto se conquista com propostas. Fé se respeita. E aquilo que é sagrado não deveria virar cabo eleitoral.

