A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (25), abre espaço para análises sobre episódios que repercutiram nas redes sociais e podem ter influenciado a opinião pública durante o segundo turno.
Entre as cenas está a de um menino segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo durante uma comemoração de apoiadores de Flávio, em Parnamirim (RN), após o primeiro turno. O episódio ganhou repercussão e abriu espaço para o contraste com a imagem de uma adolescente erguendo a Constituição Federal durante um ato pró-Lula, em Natal, no dia 10 de outubro.
Outro episódio envolveu a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), que apareceu utilizando um chicote durante manifestações políticas. A parlamentar justificou o gesto como referência à expressão regional “dar de relho”.
Também circulou um vídeo produzido com inteligência artificial e compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual Flávio Bolsonaro apareceria sobre um carro em movimento, segurando uma pistola e estourando uma garrafa de champanhe. O conteúdo, de caráter artificial, também passou a integrar as discussões sobre o uso de imagens e símbolos associados a armas na campanha.
Já na véspera do segundo turno, durante um ato de encerramento da campanha de Flávio, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, um apoiador foi filmado conduzindo um homem negro preso a correntes. A cena provocou acusações de racismo e levou o Ministério da Igualdade Racial a solicitar investigação.
Os episódios provocaram debates sobre violência, racismo, democracia e os símbolos utilizados nas campanhas, ampliando a polarização política.
Embora não existam pesquisas que comprovem o impacto direto dessas cenas no resultado eleitoral, a repercussão pode ter contribuído para a formação da opinião pública.
A virada de Lula, após perder o primeiro turno por mais de 2 milhões de votos, levanta questionamentos sobre o peso desses acontecimentos, da mobilização popular e das redes sociais na decisão dos eleitores.
