Em 29 de outubro de 1945, há exatos 81 anos, Getúlio Vargas era afastado da Presidência da República por um movimento militar, encerrando o Estado Novo, regime ditatorial instaurado em 1937. O episódio marcou o fim de um período de 15 anos de Vargas no poder e abriu caminho para a redemocratização do país.
Vargas havia assumido o governo em 1930, após um movimento político-militar que pôs fim à Primeira República. Durante sua administração, foram implementadas medidas importantes para a industrialização e a organização das relações de trabalho, incluindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída em 1943.
O período também foi marcado pela concentração de poderes no Executivo, fechamento do Congresso Nacional, censura à imprensa, perseguição a opositores e restrições aos direitos políticos, especialmente durante o Estado Novo.
A deposição ocorreu em um contexto de crescente pressão pela realização de eleições e pela retomada das instituições democráticas, após o encerramento da Segunda Guerra Mundial.
Com a saída de Vargas, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Linhares, assumiu interinamente a Presidência da República. Em dezembro daquele ano, Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente, tomando posse em janeiro de 1946.
Getúlio Vargas retornaria ao poder em 1951, após vencer as eleições presidenciais de 1950 pelo voto popular. Seu segundo período na Presidência terminou em 24 de agosto de 1954, quando morreu por suicídio, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
