O ministro Edson Fachin assumiu nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em cerimônia em Brasília. Ele sucede Luís Roberto Barroso e terá como vice o ministro Alexandre de Moraes, comandando a Corte até 2027. Paralelamente, também passa a presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Indicado ao STF em 2015 por Dilma Rousseff, Fachin já presidiu o TSE em 2022 e relatou casos de grande impacto, como a Operação Lava Jato, a ADPF das Favelas e julgamentos sobre injúria racial, homotransfobia e direitos indígenas. Também foi relator de decisões que ampliaram garantias sociais, como inclusão de pessoas com deficiência em escolas privadas e novos marcos para licenças de maternidade e paternidade.
Natural de Rondinha (RS), nascido em 1958, Fachin é professor de Direito Civil na UFPR e doutor pela PUC-SP, com pós-doutorado no Canadá. Antes do Supremo, atuou como advogado e procurador do Paraná. Sua gestão deve priorizar transparência no Judiciário e a defesa de direitos fundamentais.

