Pelo menos 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros receberam diagnóstico de depressão, segundo levantamento nacional realizado entre 2022 e 2024 com profissionais do sistema prisional. Os dados também indicam que 20,6% relataram transtorno de ansiedade e 4,2% afirmaram sofrer com transtorno de pânico, evidenciando o impacto emocional da rotina de trabalho.
A pesquisa aponta que o ritmo intenso, a pressão constante e as exigências físicas e psicológicas da função estão entre os principais fatores associados aos problemas de saúde mental. Apesar disso, a maioria dos servidores afirma estar satisfeita com o trabalho, embora muitos relatem falta de reconhecimento por parte da sociedade.
Além dos transtornos mentais, os agentes também convivem com doenças físicas como hipertensão, obesidade e problemas ortopédicos. Diante do cenário, especialistas e gestores defendem a ampliação de políticas de cuidado e valorização da categoria, considerada estratégica para a segurança pública no país.

