O beijo na boca, comum entre pessoas que se atraem, pode ir além do contato afetivo e representar risco de transmissão de algumas doenças. Segundo o infectologista Luís Arthur Brasil, do Hospital São José, entre as infecções mais associadas estão herpes simples, mononucleose, sífilis e doenças respiratórias como gripe e COVID-19, devido ao contato com saliva e mucosas.
O especialista destaca que nem todas as doenças são transmitidas dessa forma. O HIV, por exemplo, não é transmitido pelo beijo, já que a quantidade do vírus presente na saliva é insuficiente para causar infecção. No caso da mononucleose, causada pelo vírus Epstein-Barr, a transmissão ocorre principalmente pelo contato com saliva, mas também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos e convivência próxima, especialmente em ambientes coletivos.
A orientação é observar sinais como febre, dor de garganta, mal-estar e lesões na boca, que aumentam o risco de transmissão. No caso do herpes, o contágio ocorre principalmente quando há feridas ou bolhas visíveis. Apesar disso, o beijo é considerado uma prática de baixo risco em comparação a outras formas de contato íntimo. A recomendação é evitar o contato em caso de sintomas e buscar orientação médica para prevenir a transmissão de infecções.

