Seis anos após o início da pandemia de COVID-19, especialistas apontam mudanças no comportamento dos brasileiros em relação à saúde. Levantamento da Universidade de São Paulo com participantes de 11 países indicou que o Brasil lidera índices de ansiedade, com 63 por cento, e depressão, com 59 por cento. Segundo o médico de família e comunidade Danilo Maciel Carneiro Filho, cooperado da Unimed Goiânia, os problemas de saúde mental foram os que mais cresceram no período.
De acordo com o especialista, a pandemia provocou mudanças diferentes na rotina da população. Parte das pessoas passou a adotar hábitos considerados prejudiciais, como sedentarismo, consumo maior de álcool e alimentação baseada em ultraprocessados. Já outro grupo passou a procurar mais atendimento médico e exames, motivado pela preocupação com a própria saúde.
Outro impacto foi o crescimento da telemedicina, que passou a fazer parte da rotina de atendimentos. A modalidade facilitou o acesso de trabalhadores aos serviços de saúde e aumentou a procura por consultas e check ups. Apesar disso, o médico alerta que exames feitos sem indicação clínica podem trazer riscos e reforça que a prevenção, com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, continua sendo o principal caminho para cuidar da saúde.

