O açude Castanhão, maior reservatório do Brasil, ultrapassou a marca de 32% da capacidade total e deixou a condição de nível crítico no Ceará. Conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o reservatório atingiu 32,63% do volume, acumulando cerca de 2,186 bilhões de metros cúbicos de água. No início da quadra chuvosa, em fevereiro, o açude estava com apenas 19,64%. O crescimento representa cerca de 22% de toda a água armazenada atualmente nos 144 açudes monitorados pela Cogerh no Estado.
Segundo o diretor de operações da Cogerh, Tércio Tavares, a recuperação do Castanhão ocorreu devido à boa distribuição das chuvas nas bacias do Alto Jaguaribe e do Salgado, além da integração entre os sistemas hídricos do Ceará. O reservatório também recebeu reforço hídrico do açude Orós, que voltou a sangrar em abril. Mesmo enviando água para o sistema que abastece Fortaleza e municípios da Região Metropolitana há mais de três meses, o Castanhão registrou aumento de aproximadamente 12% no volume desde o início do ano.
Responsável pelo abastecimento de cerca de 5 milhões de pessoas, o Castanhão tem papel estratégico no Ceará, atuando no abastecimento humano, irrigação agrícola, piscicultura e controle das secas no Vale do Jaguaribe. De acordo com a classificação do Conselho de Recursos Hídricos do Ceará, reservatórios entre 30% e 50% estão em situação de alerta hídrico, condição considerada mais segura que a faixa crítica registrada anteriormente.

