A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), ampliando as ferramentas de combate ao câncer de mama no Brasil. O fármaco, que já possuía registro no país, passa a ser autorizado em uma abordagem de primeira linha combinada com o pertuzumabe. O foco do novo protocolo são pacientes diagnosticadas com o subtipo HER2-positivo em estágios avançados, especificamente em casos irressecáveis — quando o tumor não pode ser totalmente removido por cirurgia — ou metastáticos, quando a doença já se espalhou para outros órgãos.
O subtipo HER2-positivo responde por cerca de 20% dos diagnósticos de câncer de mama e é conhecido por seu comportamento clínico altamente agressivo, apresentando rápida progressão e prognósticos difíceis em fases avançadas. Embora a condição ainda seja classificada como incurável e represente um gargalo severo para a saúde pública, a liberação da Anvisa foi respaldada por estudos clínicos consolidados. Os testes apontaram uma melhora estatisticamente significativa e clinicamente relevante na sobrevida livre de progressão das pacientes submetidas à nova combinação.

