O Ceará poderá entrar na rota da produção de combustível sustentável de aviação (SAF) por meio da macaúba, uma palmeira nativa do Brasil com alto potencial energético. O projeto, ainda em fase inicial, é coordenado pela Associação dos Engenheiros da Petrobras do Nordeste Setentrional (Aepetns) e prevê o cultivo da planta em assentamentos de agricultura familiar em Aracati. A proposta também inclui a possível utilização da Usina de Biodiesel de Quixadá para o processamento da matéria-prima, caso a unidade seja reativada.
Segundo os idealizadores, a macaúba pode produzir até 6 mil litros de óleo por hectare e apresenta vantagens ambientais, como a capacidade de capturar carbono e a redução das emissões de poluentes quando utilizada na produção de biocombustíveis. Além do SAF, os óleos extraídos da planta podem ser destinados à fabricação de biodiesel, lubrificantes, cosméticos e medicamentos, ampliando o potencial econômico da cadeia produtiva.
A Petrobras informou que acompanha o desenvolvimento de diferentes matérias-primas para biocombustíveis e considera a macaúba uma das alternativas em estudo. No Ceará, experimentos com a cultura já são realizados em Barbalha. Enquanto isso, a Bahia avança com um projeto de grande porte liderado pela Acelen Renováveis, que prevê investimentos de R$ 7,5 bilhões em uma biorrefinaria voltada à produção de combustíveis renováveis a partir da macaúba.

