O Ceará deverá enfrentar meses ainda mais quentes no segundo semestre de 2026 por conta do desenvolvimento do fenômeno El Niño no oceano Pacífico Equatorial. Segundo dados da agência climática dos Estados Unidos, a NOAA, há 60% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte entre outubro e dezembro deste ano. As chances aumentam para 90% entre o fim de 2026 e janeiro de 2027, período que antecede a pré-estação chuvosa no Estado.
De acordo com o diretor técnico da Funceme, Francisco Vasconcelos Júnior, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas no Ceará. A fundação alerta que o aquecimento persistente do Pacífico pode afetar diretamente a estação chuvosa de 2027, além de aumentar a evapotranspiração e o ressecamento da vegetação e do solo, principalmente entre setembro e novembro.
Os impactos mais significativos devem ocorrer entre fevereiro e maio de 2027. A preocupação maior é com o aumento do risco de incêndios florestais, favorecidos pelas condições mais secas e quentes. Regiões como o Sertão dos Inhamuns, Jaguaribana e áreas de caatinga estão entre as que merecem maior atenção, segundo a Funceme.

