As eleições de 2026 terão oito candidatos que utilizam “Lula” no nome de urna e 20 que levam “Bolsonaro”, segundo levantamento divulgado pelo g1 nesta quarta-feira (19). Os números chamam atenção porque os dois nomes estão diretamente associados às principais forças políticas que disputam espaço no cenário nacional: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os candidatos identificados no levantamento, porém, não têm parentesco com os dois políticos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza os dados oficiais das candidaturas por meio do sistema DivulgaCandContas.
A utilização de nomes conhecidos na identificação eleitoral não significa, necessariamente, que o candidato tenha ligação política ou familiar com a pessoa que tornou aquele nome conhecido nacionalmente. No caso de “Lula”, o apelido é utilizado por diferentes pessoas como nome político ou nome pelo qual são conhecidas. Já “Bolsonaro” aparece como sobrenome ou composição do nome de urna de candidatos espalhados pelo país. O fenômeno não é novo: eleições anteriores também registraram dezenas de candidatos que incorporaram nomes associados a figuras de grande projeção política. O que muda em 2026 é o contexto de uma disputa presidencial novamente marcada pela polarização entre os grupos ligados a Lula e ao bolsonarismo.
O levantamento ocorre justamente após o período de registro das candidaturas para as eleições deste ano. O TSE mantém uma base pública com informações sobre candidatos, incluindo nome completo, nome de urna, partido, cargo e situação do registro. Para as eleições de 2026, esses dados podem ser consultados no sistema oficial da Justiça Eleitoral. A coincidência dos nomes pode chamar a atenção do eleitor, mas, na urna eletrônica, cada candidato será identificado também pelo número eleitoral, que segue regras definidas conforme o cargo disputado.

