Com a redução da carga horária sem a diminuição dos salários, o valor da hora trabalhada sofrerá um aumento direto para os cofres das empresas. Estima-se que esse impacto seja de aproximadamente 10% no custo da hora de cada funcionário. Diante desse cenário financeiro mais apertado, muitos empresários podem ser tentados a seguir o caminho mais fácil: repassar automaticamente esse aumento para o preço final do produto ou do serviço oferecido ao consumidor.
No entanto, segundo o especialista Jefferson Lopes, essa prática pode ser fatal para o negócio. Ele adverte que o consumidor tem limites e que a concorrência não perdoa erros de estratégia. Empresas que fizerem uma gestão de custos eficiente, enxugando gastos desnecessários internamente, conseguirão manter seus preços competitivos e, inevitavelmente, roubarão a clientela de quem apenas aumentou os preços. A sobrevivência e o lucro nesta nova fase dependerão exclusivamente da boa administração, e não do repasse de despesas.
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