O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu uma extensa investigação e recomendou a aplicação de severas retaliações comerciais contra o Brasil. Respaldado pela legislação de comércio norte americana, o órgão propôs a imposição de um tarifaço de 25% sobre mercadorias brasileiras após classificar uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis e prejudiciais ao mercado dos EUA. A apuração, instaurada originalmente por orientação do presidente Donald Trump, culminou em um parecer final que abre caminho para sanções econômicas severas.
O relatório aponta barreiras distribuídas em eixos centrais de atrito internacional. Entre as principais queixas americanas estão as ordens judiciais emitidas por tribunais superiores do Brasil para a remoção de conteúdos e suspensão de contas de redes sociais controladas por big techs dos EUA, além de fragilidades apontadas no combate ao desmatamento e à corrupção. Embora o representante comercial americano, Jamieson Greer, tenha destacado a realização de reuniões com o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortes divergências persistem. O órgão abriu um período para comentários por escrito e marcou uma audiência pública para debater o tema, definindo o dia 15 de julho de 2026 como o prazo limite legal para a aplicação definitiva das taxas punitivas.

