Após cerca de sete meses afastado das redes sociais, o influenciador Felca voltou a publicar vídeos em 20 de outubro e revelou ter transtorno de ansiedade social, conhecido popularmente como fobia social. No relato, ele falou sobre experiências de bullying e agressões sofridas durante a adolescência e os impactos dessas vivências em sua vida adulta. A revelação trouxe atenção para uma condição que vai além da vergonha ou da dificuldade de conversar com desconhecidos e que pode comprometer relacionamentos, estudos, trabalho e outras atividades cotidianas. Pessoas com esse transtorno podem sentir medo intenso de serem observadas, julgadas, rejeitadas ou passarem por situações constrangedoras, mesmo quando não existe uma ameaça concreta.
A principal diferença entre timidez e fobia social está na intensidade do medo e nos prejuízos causados à rotina. Uma pessoa tímida pode sentir desconforto ao falar em público ou conhecer alguém, mas geralmente consegue enfrentar essas situações. Já quem apresenta transtorno de ansiedade social pode sentir ansiedade intensa antes, durante e até depois de uma interação, passar muito tempo preocupado com a possibilidade de cometer erros e evitar compromissos por medo da avaliação dos outros. Entre os sinais estão coração acelerado, suor excessivo, tremores, sensação de falta de ar, dificuldade para falar e desconforto em situações como fazer refeições diante de outras pessoas, participar de reuniões ou atender ligações. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, e apenas uma avaliação profissional pode confirmar o diagnóstico.
O transtorno pode estar relacionado a diferentes fatores, incluindo predisposição genética, experiências negativas e situações de humilhação ou rejeição. O bullying pode contribuir para o desenvolvimento do medo de interações sociais, mas não é a única causa. A condição tem tratamento, e buscar ajuda é importante quando o receio de ser julgado se torna persistente e começa a limitar a vida. A terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens mais utilizadas, ajudando a pessoa a reconhecer pensamentos que alimentam a ansiedade e a enfrentar situações sociais gradualmente. Em alguns casos, um médico também pode indicar medicamentos. O acompanhamento deve ser individualizado, sem julgamentos ou pressão para que a pessoa simplesmente “perca a timidez”. Reconhecer os sinais e procurar atendimento psicológico ou médico são passos importantes para melhorar a qualidade de vida.



