A obesidade infantil tem avançado de forma preocupante no Ceará. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que cerca de 40% das crianças de até 9 anos acompanhadas pela rede pública de saúde apresentam excesso de peso. O cenário acende um alerta para o desenvolvimento precoce de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol elevado e problemas cardiovasculares.
Especialistas explicam que a obesidade na infância está associada a fatores como alimentação rica em produtos ultraprocessados, consumo excessivo de bebidas açucaradas, sedentarismo e tempo elevado em frente às telas. Além dos impactos físicos, a condição também pode afetar a saúde emocional das crianças, aumentando os riscos de baixa autoestima, ansiedade e dificuldades de convivência social.
Médicos reforçam que a prevenção deve começar nos primeiros anos de vida, com incentivo à alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e acompanhamento do crescimento infantil. O diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis são considerados fundamentais para reduzir os riscos de complicações na adolescência e na vida adulta

