A Igreja Católica relembra neste sábado (3) os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, uma das figuras mais conhecidas do cristianismo. Nascido em 1182, na cidade de Assis, na Itália, com o nome de Giovanni di Pietro di Bernardone, o religioso pertencia a uma família rica, mas decidiu abandonar os bens materiais para dedicar a vida à fé, à pobreza voluntária e ao auxílio aos mais necessitados. A data marca o chamado Trânsito de São Francisco, enquanto a festa litúrgica do santo é celebrada neste domingo, 4 de outubro.
Entre as principais curiosidades sobre sua trajetória está a fundação da Ordem dos Frades Menores, em 1209, cujo modo de vida foi oficialmente confirmado pelo papa Honório III, em 1223. São Francisco também ficou conhecido por sua relação com os animais e a natureza, sendo proclamado, em 1979, pelo papa João Paulo II, patrono dos cultivadores da ecologia. Outra marca de sua história são os estigmas, feridas semelhantes às atribuídas à crucificação de Jesus, que, segundo a tradição católica, ele teria recebido em 1224, no Monte Alverne. O religioso também é autor do conhecido Cântico do Irmão Sol, ou Cântico das Criaturas, composto em 1225, que expressa sua relação de fraternidade com os elementos da criação.
A devoção a São Francisco de Assis atravessou séculos e chegou ao Brasil, com destaque para o Ceará, onde o Santuário de São Francisco das Chagas, em Canindé, recebe cerca de 2,5 milhões de peregrinos e romeiros por ano, conforme dados da Secretaria do Turismo do Ceará. Conhecido também como São Francisco das Chagas, o santo morreu em 3 de outubro de 1226, aos 44 anos, na cidade de Assis. Seu legado permanece associado à simplicidade, à fraternidade, à paz e à devoção religiosa, reunindo milhões de fiéis em diferentes partes do mundo.
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