A Ferrovia Transnordestina já está sendo preparada para transportar minerais críticos no Ceará, incluindo minério de ferro, fosfato e outros materiais utilizados pela indústria. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pelo diretor-executivo de infraestrutura e logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho. A empresa é responsável pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), que constrói e opera a ferrovia. Atualmente, o transporte de cargas ocorre em caráter de testes entre Bela Vista do Piauí (PI) e Iguatu, principalmente com grãos.
Segundo o executivo, mineradoras de pequeno porte já procuram a TLSA para transportar entre 4 milhões e 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Diante dessa demanda, a empresa desenvolve uma área específica para minérios no terminal localizado na região do Porto do Pecém. A estrutura também deverá receber outras cargas, como fosfato e gipsita. O planejamento ganha relevância diante do interesse crescente por minerais críticos, utilizados principalmente em tecnologias e na fabricação de equipamentos e baterias.
A expansão da ferrovia avança no Ceará após a conclusão, na segunda-feira (21), do trecho de 50 quilômetros entre Quixeramobim e Quixadá. Com a entrega do lote 6, a primeira fase da Transnordestina chegou a 832 quilômetros executados, de um total de 1.053 quilômetros. Outros trechos, incluindo Quixadá–Itapiúna e Caucaia–Pecém, estão previstos para avançar, enquanto a conclusão da primeira fase está programada para o fim de 2027. A expectativa é que a ferrovia amplie a capacidade logística do Ceará e facilite o escoamento de minérios e outras cargas até o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

