O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu, nesta quinta-feira (5), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por suspeita de abuso de poder político durante as eleições presidenciais de 2026.
A ação foi apresentada pelo partido Novo, que acusa o governo federal de utilizar medidas de impacto popular para favorecer a reeleição de Lula. A legenda questiona 35 iniciativas anunciadas ao longo do ano eleitoral, incluindo reajustes do Bolsa Família, subsídios aos combustíveis e programas de renegociação de dívidas.
Segundo o partido, as medidas representam um custo fiscal estimado em R$ 73 bilhões. O Novo solicita à Justiça Eleitoral a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos por oito anos.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a ação reúne os requisitos necessários para a abertura da investigação e determinou a notificação de Lula e Alckmin, que terão cinco dias para apresentar defesa.
A abertura da investigação não representa condenação nem cassação da chapa. O processo ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar as acusações e as manifestações dos investigados.
A decisão ocorre menos de duas semanas após a reeleição de Lula à Presidência da República, no segundo turno realizado em 25 de outubro.
