Notícias veiculadas pela imprensa estadual com base em dados do IBGE, apontam que o Ceará ultrapassou a Bahia e se tornou o segundo maior produtor de leite do Nordeste, e o oitavo do Brasil, alcançando a marca de 1,29 bilhão de litros por ano.
O resultado tem grande relevância para a economia dos municípios cearenses e para o desenvolvimento do Estado. Mais do que números, representa o trabalho, a coragem e a determinação de milhares de homens e mulheres que enfrentam diuturnamente os desafios da atividade para manter e ampliar a produção leiteira.
O melhoramento genético do rebanho, aliado à tecnificação das propriedades e à modernização dos processos produtivos, tem reflexo direto nesse crescimento, iniciativas estas que contam com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará.
Diante desse cenário, torna-se necessário que os governos, em todas as esferas, reconheçam a importância econômica e social da pecuária leiteira e desenvolvam políticas públicas efetivas de fortalecimento da atividade. O produtor de leite não precisa de favores. Precisa de apoio para produzir com dignidade, tendo como importante consequência, o fortalecimento do processo de sucessão no campo.
A chegada e a expansão de novos laticínios no Ceará também representam um alento para os produtores, ao ampliarem as possibilidades de comercialização em um mercado que, durante décadas, convive com forte concentração na aquisição e no processamento da produção.
Os números demonstram a ascensão da pecuária leiteira cearense. Entretanto, o verdadeiro avanço somente estará consolidado quando o crescimento da produção também se traduzir em renda, valorização e melhoria da qualidade de vida daqueles que são os principais personagens dessa cadeia produtiva: os produtores rurais.

