O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) utilizará, nas Eleições 2026, conexão via satélite da Starlink para auxiliar na transmissão dos dados de urnas instaladas em localidades que não possuem infraestrutura convencional de comunicação. A operação prevê até 1.113 terminais distribuídos por estados brasileiros, principalmente em regiões de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e áreas isoladas.
A contratação não foi feita diretamente com a Starlink. O TSE realizou uma licitação vencida pela Hughes Telecomunicações do Brasil, que apresentou uma solução utilizando terminais conectados à infraestrutura de satélites da empresa. Entre os estados contemplados estão Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Maranhão, Mato Grosso e outros. Amazonas e Pará poderão receber até 350 terminais cada.
Segundo o próprio TSE, a tecnologia será utilizada somente como meio de comunicação para enviar os arquivos gerados pelas urnas após o encerramento da votação. Os dados são assinados digitalmente e transmitidos pelo sistema JE-Connect. A Justiça Eleitoral esclareceu que a Starlink não terá acesso, controle ou interferência na apuração, totalização ou divulgação dos votos, que permanecem sob responsabilidade da Justiça Eleitoral brasileira. O TSE também informou que a contratação foi analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

