Os preços dos alimentos tiveram comportamentos diferentes no primeiro semestre de 2026. Enquanto alguns produtos registraram fortes altas e pressionaram o orçamento das famílias, outros apresentaram queda significativa, ajudando a aliviar parte da inflação. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE e reunidos pelo g1, mostram que o café moído foi o alimento com maior aumento no período, acumulando alta de 42,15% entre janeiro e junho.
Além do café, outros itens que ficaram mais caros foram os ovos de galinha (15,46%), carnes (8,10%), frutas (7,07%), leite longa vida (6,39%), queijos (5,96%) e pão francês (4,63%). Segundo especialistas, fatores como condições climáticas, aumento dos custos de produção e maior demanda influenciaram a alta desses produtos.
Por outro lado, alguns alimentos registraram queda expressiva nos preços. O destaque foi o tomate, que ficou 30,34% mais barato no semestre. Também apresentaram redução o arroz (-16,01%), cenoura (-13,81%), batata-inglesa (-12,63%), óleo de soja (-7,98%) e feijão-carioca (-5,78%). A melhora das safras e o aumento da oferta contribuíram para a redução desses preços nas prateleiras.
Apesar da queda em parte dos alimentos, os produtos que registraram as maiores altas continuam tendo grande peso no orçamento das famílias brasileiras. O café, por exemplo, segue sendo um dos principais responsáveis pela pressão sobre a inflação dos alimentos em 2026, mesmo com a redução observada em itens importantes da cesta básica.

