O Ceará Sporting Club solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ingresso na ação judicial que questiona a proibição das casas de apostas esportivas no Brasil. O clube cearense aderiu ao movimento iniciado pelo Flamengo, que busca contestar a medida provisória do Governo Federal que determinou o fim das atividades das chamadas bets no país. Com o pedido do Ceará, o grupo reúne 18 equipes que buscam participar do processo, que tramita no Supremo.
A iniciativa ocorre em meio à preocupação dos clubes com os impactos financeiros da proibição, especialmente pela perda de receitas provenientes de patrocínios. O presidente do Ceará, João Paulo Silva, afirmou que o clube já teve suspensos, em outubro, os repasses de seu principal patrocinador, a Esportes da Sorte, cujo contrato tem validade até janeiro de 2027. A marca, no entanto, poderá permanecer estampada nos uniformes somente até as 23h59 do dia 5 de outubro. A diretoria alvinegra informou que mantém conversas com outros possíveis patrocinadores para tentar compensar parte das perdas, embora ainda não tenha definido um novo parceiro para o espaço principal da camisa.
A medida provisória, anunciada em 25 de setembro de 2026, prevê a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas esportivas e dos jogos on-line no Brasil. A determinação tem efeito imediato, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional de 120 dias para continuar em vigor. Além do Ceará e do Flamengo, outros clubes também recorreram ao STF para questionar a medida, em um cenário que envolve discussões sobre segurança jurídica, contratos de patrocínio e os efeitos econômicos da interrupção das atividades do setor.

