Durante agenda eleitoral em Quixeramobim nesta terça-feira (29), o candidato à reeleição para deputado federal André Fernandes concedeu entrevista à equipe do O Sertão é Notícia e comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atingiu as candidaturas de Capitão Wagner e Roberto Cláudio, integrantes da chapa de Ciro Gomes. Na segunda-feira (28), o ministro Floriano de Azevedo Marques havia concedido uma liminar restringindo atos de propaganda dos candidatos. Nesta terça, o magistrado declarou-se suspeito e deixou a relatoria do caso, que será redistribuído a outro ministro. O novo relator poderá decidir pela manutenção, alteração ou revogação da medida.
Questionado sobre o episódio, André Fernandes afirmou que considera “muito estranho” o fato de o mesmo ministro que concedeu a liminar posteriormente ter se declarado suspeito para continuar analisando o processo. “Primeiro que é muito estranho que o ministro que deu uma liminar para suspender as candidaturas agora se alegou suspeito, né, para julgar o próprio caso”, declarou. O candidato também citou a atuação profissional da filha do ministro, apontada publicamente por Wagner e Roberto Cláudio como advogada de Júnior Mano, primeiro suplente de Cid Gomes. A declaração de suspeição, contudo, foi fundamentada pelo ministro em um fato superveniente relacionado a um processo sigiloso em tramitação no STF.
André classificou o episódio como “perseguição” e afirmou que a defesa irá recorrer da liminar. “Não cabe essa liminar do ministro do TSE. Vamos vencer e dar tchau pro PT”, disse. Sobre a própria campanha, o candidato afirmou que mantém os “pés no chão” e destacou recursos que, segundo ele, foram destinados ao Ceará durante seu mandato. Questionado sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Fortaleza em uma próxima eleição, André respondeu que seu foco imediato está na votação do próximo domingo (4): “A primeira eleição que a gente tem que pensar é a de domingo, o futuro a Deus pertence”.

