Durante discussão no Senado Federal sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (14), o senador Renan Filho (MDB-AL) fez críticas ao candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e mencionou o município de Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará.
Ao cobrar um posicionamento de Flávio sobre a redução da jornada de trabalho, Renan Filho afirmou que a disputa presidencial exige compromissos claros dos candidatos com a população brasileira. O parlamentar também questionou a ausência do adversário político na discussão.
Em determinado momento, ao destacar a dimensão da eleição presidencial, o senador citou municípios de diferentes estados, incluindo Quixeramobim.
“Senhor Presidente, não é eleição para prefeito de Duque de Caxias, com todo respeito à cidade, ou de Rio Largo em Alagoas, ou de Quixeramobim no Ceará, ou de Feira de Santana na Bahia, ou de Pelotas no Rio Grande do Sul. É eleição para Presidente da República Federativa do Brasil e o mundo está de olho”, declarou.
Durante o pronunciamento, Renan Filho também cobrou esclarecimentos sobre as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro, questionou quem ocuparia Ministérios em um eventual governo e comentou a possível participação do candidato no debate da TV Bandeirantes.
As declarações ocorreram em meio às discussões sobre mudanças na jornada de trabalho e à disputa do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Renan Filho disputou o Governo de Alagoas nas eleições de 4 de outubro, mas foi derrotado no primeiro turno por JHC (PSDB), que obteve 52,20% dos votos válidos, contra 47,37% do candidato do MDB.
A proposta discutida no Senado é a PEC 221/2019, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e dois dias de descanso por semana.
