A senadora Soraya Thronicke voltou a gerar repercussão após criticar publicamente o Frei Gilson. Em declaração, ela classificou o religioso como “falso profeta” e afirmou que ele ultrapassou limites ao abordar temas que, segundo ela, envolvem intolerância religiosa e misoginia. A reação ocorreu após uma pregação em que o frei comentou uma passagem do livro de Gênesis sobre o papel da mulher como auxiliadora do homem.
A manifestação da senadora provocou reações de apoiadores do religioso, que interpretaram as críticas como um ataque a ensinamentos tradicionais dentro do contexto da fé cristã. Para esse grupo, a fala do frei ocorreu em ambiente religioso e seguiu interpretações bíblicas conhecidas, o que reacendeu discussões sobre liberdade religiosa e possíveis limites para discursos baseados em crenças.
O caso ganha destaque também pelo histórico recente da parlamentar no tema. Soraya foi relatora de um projeto aprovado no Senado que trata a misoginia como crime de preconceito e discriminação. Apesar de afirmar que a legislação não pune opiniões, mas condutas, o episódio intensificou debates entre setores religiosos e conservadores sobre a interpretação de discursos religiosos e sua relação com a legislação vigente.

