O senador Camilo Santana (PT) denunciou, durante entrevista, uma suposta interferência de grandes empresas de tecnologia na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno das eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Camilo, a campanha identificou situações consideradas suspeitas nas plataformas digitais, incluindo bloqueios, interrupções de funcionamento e redução de visualizações de conteúdos relacionados ao presidente.
O senador também citou possíveis diferenças no funcionamento da inteligência artificial da Meta, utilizada no WhatsApp. Conforme relatou, pedidos para gerar bandeiras de Flávio Bolsonaro seriam atendidos, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Lula não apresentariam o mesmo resultado.
Camilo afirmou ainda que buscas relacionadas ao termo “Exército do Lula” estariam direcionando usuários para conteúdos associados à “Tropa do Flávio”.
Diante das suspeitas, o parlamentar informou que representantes da campanha participaram de uma reunião com integrantes de partidos e entidades de mais de 12 países, com o objetivo de levar as denúncias ao conhecimento de organizações internacionais.
“Nós não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo aqui das big techs”, declarou o senador.
As declarações representam denúncias da campanha de Lula. Os episódios relatados, por si só, não comprovam interferência deliberada das plataformas no processo eleitoral. Até o momento, não há posicionamento das empresas citado no material apresentado.

