Com 99,99% das seções eleitorais totalizadas, a eleição presidencial de 2026 já tem matematicamente definidos os dois candidatos que disputarão o segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 47,03% dos votos válidos e 56.104.422 votos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 45,16% e 52.878.385 votos. Restam apenas sete seções para a conclusão completa da totalização. Os números oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral confirmam que a diferença entre os dois é inferior a dois pontos percentuais.
O resultado chama atenção também pelo histórico das eleições presidenciais brasileiras. Desde a adoção do atual modelo de disputa em dois turnos, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu virar o resultado e vencer a eleição presidencial. Em 1989, Fernando Collor foi o mais votado no primeiro turno e derrotou Lula no segundo. Depois, nos pleitos de 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, o candidato que terminou a primeira etapa na liderança também venceu o segundo turno. Em 2022, por exemplo, Lula chegou à segunda etapa na frente de Jair Bolsonaro e confirmou a vitória.
A comparação com 2022 também mostra uma diferença importante no cenário atual. Naquela eleição, Lula terminou o primeiro turno com 57.259.504 votos, ou 48,43% dos válidos, contra 51.072.345 votos de Jair Bolsonaro, equivalente a 43,20%. A vantagem de Lula foi de aproximadamente 6,19 milhões de votos. No segundo turno, Lula venceu novamente, desta vez por 60.345.825 votos contra 58.206.322 de Bolsonaro, uma diferença de 2.139.503 votos.
Em 2026, portanto, o cenário parte de uma posição diferente: Flávio Bolsonaro é quem chega ao segundo turno na liderança. O histórico não determina o resultado, mas mostra que, até hoje, todas as disputas presidenciais brasileiras em dois turnos terminaram com o líder da primeira etapa mantendo a dianteira na votação decisiva. A disputa entre Flávio e Lula será, portanto, mais um capítulo dessa sequência histórica.

